5 perguntas para Margot Greenman, CEO da Captalys
16 Jul 2020
Margot Greenman, CEO da empresa de créditos Captalys, fala sobre o futuro do crédito no Brasil depois da pandemia, e o impacto que o open banking terá no mercado financeiro.
Margot Greenman, CEO Captalys
A retomada dependerá de diversos fatores que estão mais atrelados à confiança do consumidor. Um fato que veio para ficar é a mudança no comportamento do tomador de crédito (seja pessoa física ou jurídica) em relação aos canais utilizados

Como você enxerga o futuro do crédito no Brasil pós-Covid?

No médio e longo prazo, haverá um crescimento importante de soluções como a que desenvolvemos em conjunto com o PayPal. Ou seja, alternativas customizadas de acordo com a necessidade do cliente, mais baratas e mais flexíveis do que as opções de crédito existentes. No curto prazo, depende da modalidade de crédito. Temos modalidades como o crédito imobiliário, que aparentemente vem passando bem pela crise. Nesse caso específico, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em maio, já em plena quarentena, os valores financiados foram 6% superiores aos de abril e até aos de janeiro, quando o mercado vivia uma fase de crescimento pré-pandemia. No caso do crédito para pessoa física e jurídica, em geral, houve queda decorrente da crise provocada pela pandemia. A retomada dependerá de diversos fatores que estão mais atrelados à confiança do consumidor.

Um fato que veio para ficar é a mudança no comportamento do tomador de crédito (seja pessoa física ou jurídica) em relação aos canais utilizados. Esse cliente já vinha utilizando mais canais eletrônicos para obter recursos antes da pandemia (como mostra a última pesquisa da Febraban) e os utilizará ainda mais depois da crise. Segundo a mesma pesquisa, as contratações de crédito por internet banking aumentaram 91% de 2018 para 2019 e as realizadas por meio de mobile banking cresceram 47%. 

De que forma a Captalys foi impactada pela pandemia?

A Captalys possui produtos voltados para diversos públicos, desde o crédito para operações imobiliárias até o crédito para capital de giro voltado para pequenas e médias empresas, com o Tomático. Os impactos são distintos e dependem do perfil do produto. O fato é que a Captalys acredita em uma retomada da economia e, por isso, mantivemos uma série de projetos em desenvolvimento durante a pandemia. Procuramos estar presente junto aos nossos parceiros desde o início. Por exemplo, oferecemos uma carência para o pagamento no caso de alguns produtos, sobretudo aqueles voltados para pequenos e médios empresários com menos fôlego para sobreviver à crise.

Na sua opinião, qual será o impacto do open banking nesse setor da economia?

O Open Banking é uma proposta regulatória do Banco Central que visa trazer mais transparência, concorrência e digitalização ao mercado, melhorando as condições de crédito para clientes e empresas sem abrir mão da regulação. Esse é um cenário da maior importância para o mercado de crédito brasileiro e para a economia brasileira, de maneira geral.

Como funciona a solução PayPal/Captalys?

A solução “Crédito para o seu Negócio” é voltada para empresas que tenham uma conta do PayPal no Brasil. De forma rápida e sem burocracia, o cliente do PayPal pode obter recursos totalmente online, com custos menores do que os praticados no mercado e com forma de pagamento muito flexível, adaptada ao faturamento que o cliente possui no PayPal.

A solução é voltada para todos os tamanhos de empresas? Quais os clientes preferenciais?

A solução é voltada para empresas de todos os tamanhos com foco, principalmente, nas MEIs e nas PMEs, que já são público-alvo do PayPal nos mais de 200 mercados em que atua.

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