Dia das Mães: três executivas do PayPal compartilham suas experiências
07 Mai 2021
O PayPal é uma empresa que respeita as mulheres e reflete esse comprometimento nos seus valores. Como temos uma cultura de inclusão e diversidade muito forte, as pessoas que trabalham na empresa absorvem esses valores de maneira bastante natural, e são sensíveis a temas relacionados à maternidade.

O estudo “Women and the Corporate World”, publicado pela empresa de recrutamento Robert Half no ano passado, revela que 27% das mulheres têm dificuldade em retornar ao emprego após a licença-maternidade. O PayPal é uma empresa que enxerga essa questão com toda a complexidade que ela exige. Oferecemos tempo de licença para nossas funcionárias, para que elas possam estar presentes nos momentos especiais, descansar quando não estiverem se sentindo bem, usufruir do trabalho remoto e recarregar as baterias sempre que precisarem.

Para entender como as mães se sentem no PayPal Brasil, entrevistamos três executivas para falarem sobre como a maternidade mudou sua relação com o trabalho: Paula Paschoal, diretora sênior da operação brasileira, Ana Paula Kagueyama, Head Global de Soluções para Clientes, e Monica Leite, Head Jurídico para a região Latam.

 

Como trabalhar no PayPal te ajudou a encontrar equilíbrio entre carreira e maternidade?

Ana Paula Kagueyama: “Uma das coisas mais difíceis na minha carreira foi me preparar para explicar ao meu chefe que estava grávida com menos de um ano na empresa – tudo aconteceu de repente. Esse foi um dos meus desafios. Eu não imaginava que receberia tanto apoio em um momento tão importante da minha vida. Foi muito surpreendente, tanto o apoio quanto a flexibilização que ele me ofereceu em todos os momentos da minha gestação e quando minha filha, Barbara, nasceu. Ter um filho é, sem dúvida, o maior presente na vida de uma mulher que opta por essa decisão, mas acredito que ter um filho ou filha trabalhando no PayPal é o segundo maior presente. Nunca me senti mal interpretada ao pedir um tempo para levar minha filha no médico ou passar algumas tardes trabalhando de casa, apenas para ter certeza de que estava tudo bem com ela. Quem é mãe ou pai sabe a importância dessa sutileza, de poder contar com a possibilidade de estar fisicamente presente, colocar a mão na testinha 10.000 vezes por dia e, muitas vezes, adormecer com seu filho ou filha no colo quando ele precisa de você. Isso, para mim, foi o grande presente que recebi do PayPal.”

Monica Leite: “O PayPal é uma empresa que respeita as mulheres e reflete esse comprometimento nos seus valores. Como temos uma cultura de inclusão e diversidade muito forte, as pessoas que trabalham na empresa absorvem esses valores de maneira bastante natural, e são sensíveis a temas relacionados à maternidade, o que nos ajuda, como mães, a buscar o tão sonhado equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Tive minhas duas filhas no PayPal (em um intervalo de 18 meses!) e as notícias sobre a maternidade foram encaradas com bastante naturalidade por todos. Pude contar com o apoio de gestores, pares e time, facilitando um pouco essa jornada de conciliação.”

Paula Paschoal: “ Sou muito grata por ter a oportunidade de trabalhar em uma empresa com valores tão sólidos de colaboração, bem-estar, inclusão e inovação. Trata-se de uma empresa na qual se nota, tanto nas ações do dia a dia como nas políticas internas, que coloca seus funcionários e funcionárias sempre em primeiro lugar. Então, muito antes dessa necessidade da adoção do trabalho remoto, por causa da pandemia, já tínhamos a flexibilidade de horários na empresa. Essas iniciativas favorecem muito a vida familiar.”

Que conselho você daria às mulheres que estão tentando equilibrar maternidade e vida profissional?

Ana Paula Kagueyama: “Um dos grandes aprendizados no PayPal, nos últimos 11 anos, foi equilibrar a quantidade de compromissos e a vida pessoal, a liberdade que temos de trabalhar em horários alternativos, de pedir para se ausentar para a festa de final de ano da escolinha dos filhos, por exemplo. É muito bom saber que você será aceita e respeitada sendo quem você é de verdade. Nós trabalhamos muito, mas temos essa liberdade, que não tem preço. Meu conselho para as mulheres é: vivemos uma única vida, e alguns momentos importantes com nossos filhos e filhas, pais, companheiro(a) ou amigos não voltarão a acontecer. As crianças só fazem o aniversário de 1, 2, 3 anos uma única vez... E a evolução dos nossos pequenos é muito rápida também. Ou seja, viva os momentos importantes da sua vida. Sempre separo um momento para buscar minha filha na escola, ao menos duas a três vezes na semana, e procuro realmente estar presente. Esse momento do retorno da escola, algo cotidiano, é também muito mágico, muitas coisas acontecem ali e seria uma pena perder esses momentos com ela.”

Monica Leite: “Ser mãe e executiva não faz de mim uma equilibrista. Os equilibristas trabalham no circo! Essa cobrança de ter de ter tudo sob controle só aumenta a pressão e a busca pela perfeição não alcançável para as mulheres, sobretudo as que são mães. O que tento fazer em minha rotina diária é priorizar o que é mais importante, ter todos os compromissos na agenda (pessoais e corporativos) e dividir as tarefas de casa e das crianças com meu marido. Para mim, ter uma rotina com horários bem definidos é importante e tento sempre incluir um tempo dedicado a mim, seja para fazer atividades físicas, ler um livro ou assistir a algum seriado ou filme. Mas nem sempre as coisas ocorrem como planejado, temos de lidar com urgências no trabalho, crianças que ficam doentes, e está tudo bem. Meu principal conselho é não se cobrar tanto e admitir que nem tudo pode ser controlado e planejado. Organização ajuda, mas é importante saber lidar com imprevistos e não se frustrar.”

Paula Paschoal: “Precisamos aceitar nossas imperfeições e vulnerabilidades. Não existe uma pessoa que seja perfeita em todos os aspectos da vida, em todas as frentes. Precisamos quebrar esse paradigma de mulheres maravilhas que conseguem tudo e começar a pensar em mulheres reais, mulheres possíveis. O que funciona muito bem na minha vida é pensar sempre em fases. Há momentos em que a minha família exige mais de mim, em que preciso trabalhar menos e focar mais nas minhas filhas; mas também há fases em que o trabalho exige que eu esteja mais focada, quando acontecem negociações importantes ou quando um projeto demanda horas a mais. O que eu tento, dentro do possível, é aceitar que existem esses momentos diferentes e que, eventualmente, as coisas chegam sozinhas a um equilíbrio.”

O que a maternidade te ensinou que você aplica no seu trabalho?

Ana Paula Kagueyama: “A maternidade me ensinou a ter uma experiência de vida diferente, mas acho que é algo que também acontece com quem cuida dos pais, de uma pessoa querida, de um companheiro ou de um animal de estimação. Todas essas formas de amor nos ensinam a sermos mais completos. O PayPal, mais que a maternidade, me ensinou a importância do olhar para o próximo, pois é uma empresa que não apenas respeita as diferenças, mas encoraja a diversidade no ambiente de trabalho. Ser mãe me ajudou a compreender que existe mais uma forma de amar e colocar em prática os sentimentos e desafios dessa experiência tão bonita no meu dia a dia profissional.”

Monica Leite: “Organização, rotina e priorização. Tento não gastar tempo com assuntos menos importantes e ser o mais objetiva possível: agendar reuniões que, de fato, são necessárias; quando possível, falar “pessoalmente” ao invés de enviar longos e-mails. Além disso a maternidade me ensinou a ter mais empatia em relação a outras realidades e a administrar melhor as frustrações quando algo não sai como planejado.”

Paula Paschoal: “Eu costumo me lembrar do que um antigo chefe meu me disse durante minha primeira gravidez, em 2014: a licença-maternidade vai ser como um MBA, de graça, em 5 meses. Foi exatamente isso, aprendi muito em um período curtíssimo, e tenho certeza de que não ocuparia meu cargo atual, ou teria tanta maturidade na vida profissional, se não fosse pela experiência da maternidade. Sendo mais objetiva, a maternidade te ajuda a entender, de uma forma muito efetiva, o outro, a enxergar o outro com mais empatia, a realmente se colocar no lugar das outras pessoas, a sentir a dor das pessoas. Me ajudou a entender que cada um tem um timing e visões diferentes, me tornei mais compreensiva. Acho que isso serve para mães e pais: a chegada de um filho ou filha te torna mais eficiente. Porque você acaba aprendendo a lidar com diversas tarefas ao mesmo tempo, a focar nos momentos certos e a ser flexível.”

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