Funcionários LGBTQIA+ contam como é trabalhar no PayPal Brasil
30 Jun 2021
Conversamos com quatro de nossos colaboradores, que fazem parte do grupo de afinidade Pride: Ana Lucia de Novaes, Alicia Sousa Carvalho, Luiz Carolina de Souza e Nathan Ursulino.
Sabemos que empresas podem mudar a sociedade, promovendo um ambiente de acolhimento e inclusão nos seus escritórios, ajudando ONGs que apoiam os direitos LGBTQIA+ e também escutando e reconhecendo as necessidades desta comunidade

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Desde nossas campanhas, passando pela missão e pelos valores do PayPal e por nosso apoio público aos direitos LGBTQIA+, o PayPal luta pela igualdade de direitos para todas as pessoas. O mundo corporativo, diga-se, é o grande pioneiro quando o assunto é inclusão. Sabemos que empresas podem mudar a sociedade, promovendo um ambiente de acolhimento em seus escritórios, ajudando ONGs que apoiam os direitos LGBTQIA+ e também escutando e reconhecendo as necessidades desta comunidade.

O PayPal, por exemplo, tem diversos grupos de afinidade voltados para minorias globalmente. Aqui no Brasil, os principais são: Amplify, que promove um ambiente de trabalho inclusivo, incentivando o recrutamento, a retenção e o desenvolvimento de funcionários negros, ao mesmo tempo que promove a conscientização cultural; Gives, que reflete o comprometimento do PayPal e de seus colaboradores com o bem estar social; Unity, que valoriza a igualdade e o equilíbrio de gênero e tem como missão ajudar as mulheres a prosperarem no PayPal, promovendo oportunidades de crescimento e ajudando a próxima geração a explorar o mundo da tecnologia; Aliados, grupo de afinidade dedicado à inclusão e representatividade das pessoas de origem latina no PayPal; e o Pride, que celebra e promove nosso compromisso com a inclusão e a diversidade, além de dar apoio para nossos funcionários LGBTQIA+, com o objetivo de promover o bem-estar deles.

Para o Mês do Orgulho LGBT, conversamos com quatro funcionários que participam do Pride, para entender melhor como é ser uma pessoa LGBTQIA+ no PayPal Brasil. Com vocês, Ana Lucia de Novaes, Alicia Sousa Carvalho, Luiz Carolina de Souza e Nathan Ursulino.

 

Como é trabalhar no PayPal sendo uma pessoa LGBTQIA+?

Ana Lucia: É um privilégio trabalhar em uma empresa como o PayPal, que respeita e celebra a diversidade. Me sinto apoiada em meu trabalho e até na vida pessoal sendo como e quem eu sou. Reconheço esse privilégio e também que não são todas as pessoas LGBTQIA+ que têm esse tipo de respeito e segurança em seu local de trabalho. Em meu papel de team leader e membro do Pride, tento promover conhecimento sobre o assunto e sempre abrir mais oportunidades para membros da comunidade.

Alicia: O PayPal tem uma visão incrível voltada à diversidade e, como mulher transgênero, me sinto privilegiada, pois sou respeitada e tratada como qualquer outro funcionário no ambiente da empresa. Um espaço onde a diretoria e meus colegas me ajudam a alçar voo para novos sonhos e acreditar em possibilidades que jamais tive em qualquer outro lugar!

Luiz: Quando cheguei ao PayPal, em 2019, iniciei essa jornada como saio na rua todos os dias: alerta, atento ao que de mim eu precisaria esconder e o que poderia externalizar, para sobreviver, construir uma carreira, ser respeitado e legitimado. Com o passar do tempo e conhecendo o ambiente de trabalho, percebi que não precisaria esconder quem eu sou e nenhuma parte da minha identidade de gênero, sexualidade ou personalidade, pois o que se valoriza aqui é a livre expressão das individualidades. Essa foi uma sensação nova, pois em nenhuma das minhas experiências anteriores em grandes empresas pude relaxar os ombros e ser eu mesmo. É um prazer ser uma pessoa LGBTQIA+ que trabalha no PayPal. Me sinto em rede e conto com o apoio dos outros funcionários para, inclusive, tomar ações que reduzam as desigualdades sociais.

Nathan: Trabalhar no PayPal sendo parte da comunidade é algo incrível. Não há qualquer tipo de desrespeito e nem mesmo é necessário se preocupar em ser quem você é. É realmente como se eu estivesse em uma família que te aceita, te respeita e te valoriza de uma forma que eu jamais poderia imaginar.

 

Como promover um ambiente de inclusão e de respeito dentro de uma empresa?

Ana Lucia: Creio que tudo começa com educação e conhecimento, que são essenciais para entender nossos privilégios sociais e entender nossos papéis na sociedade, no trabalho e na vida pessoal. Creio também que o papel de inclusão e respeito é um trabalho individual e que cada um deve buscar conhecimento para tornar essa inclusão real em todos os níveis. Não devemos aguardar a empresa nos educar, hoje temos acesso a muita informação na internet e em livros. O papel dos líderes também é fundamental, liderando pelo exemplo em suas contratações e se expondo mais ao aprendizado para evitar o viés inconsciente.

Alicia: Para promover a inclusão, as ações a favor da diversidade devem ser inseridas de maneira agradável, para que todos que estejam dentro e fora do movimento entendam mais sobre a diversidade, com leveza e esclarecimento.

Luiz: Acredito que a promoção da equidade de gênero e raça são pontos iniciais para um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso, observando o número de funcionários negros, indígenas, pessoas com deficiência, mulheres e pessoas trans e LGBTAQIAP+ ocupando cargos na empresa. E, a partir dos resultados dessa pesquisa, continuar efetivando contratações de funcionários pertencentes a minorias sociais – para a equidade entre número de funcionários brancos e negros; mulheres e homens; pessoas cisgênero/heterossexuais; e pessoas trans e LGBTQIA+, também em posições de poder na empresa. As empresas precisam estar atentas a quem está tomando as grandes decisões: em geral, são homens cisgênero, brancos e privilegiados. Na minha opinião, a reparação ocorrerá quando nós, tidos como minorias, estivermos à frente das grandes empresas do mundo, junto a outras lideranças, propondo novos modelos de economia e produção. Acredito que promover a diversidade de corpos, culturas, ideias e expressões no ambiente de trabalho é o caminho para um futuro menos desigual socialmente.

Nathan: Acredito que a informação e a conscientização são extremamente necessárias. Entender e se informar é um passo a mais que pode ajudar muitos a realmente te respeitarem, sem manterem o preconceito interno ainda enraizado. Por mais que grande parte diga que não tem preconceito, ele acaba aparecendo em “erros” básicos, no dia a dia, que poderiam ser corrigidos com mais atenção e conscientização. Um pequeno erro pode significar muito na vida do outro.

 

Que conselho você daria para jovens LGBTQIA+ que estão entrando no mercado de trabalho?

Ana Lucia: Aconselho que invistam muito em sua educação, pois conhecimento é uma coisa que ninguém pode te tirar e vai te abrir portas no mercado de trabalho. Que procurem empresas ou oportunidades de negócios que respeitem a comunidade LGBTQIA+ e que façam um excelente trabalho para abrir mais oportunidades para a comunidade. E, por último, que se lembrem sempre de que é importante ser ativo na empresa, mudando e melhorando as diretrizes de inclusão, levando conhecimento e quebrando preconceitos, pois a luta se faz também nas pequenas coisas do cotidiano.

Alicia: Aconselho a todos, sem distinção de gênero, a se prepararem emocionalmente, psicologicamente e culturalmente para o mercado e, quando entrarem no mercado de trabalho, se disponibilizarem para executar um serviço com excelência. Assim, você também vai conseguir alçar posições e cargos cada vez mais altos.

Luiz: Nossas expressões fazem com que estejamos alertas o tempo inteiro, seja dentro de casa, na rua ou no trabalho, para garantir nossa sobrevivência. Ou seja, negociamos com a sociedade para que possamos prosperar. Essa negociação é muito importante, para ambos os lados. Então, meu conselho é que estejam orgulhosos de quem são, dispostos a ouvir e aprender sempre; e também dispostos a falar e ensinar, nesta grande troca. Por meio dos estudos e do trabalho, nós conquistamos qualidade de vida para nós e para a nossa população, historicamente excluída das oportunidades de trabalho e educação. É essencial agarrar as oportunidades e dar o nosso melhor, não calando diante de situações de violência e mostrando para o mundo o talento, a sensibilidade, inteligência, força e capacidade que existem dentro da nossa comunidade.

Nathan: As coisas podem não ser fáceis no começo, mas existem, sim, lugares que irão te aceitar como você é. Não desista, fique firme, a comunidade toda está torcendo junto com você. O mundo está aos poucos evoluindo, e isso inclui sermos tratados sem preconceito ou discriminação e, principalmente, com respeito, como todos devem ser tratados.

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