4 quilômetros de novas lojas por dia: o que a digitalização tem a ver com inclusão social
03 Nov 2021
por Felipe Facchini, Head de Vendas do PayPal Brasil
Felipe Facchini, Head de Vendas do PayPal Brasil

No último ano, 789 novas lojas online foram criadas por dia no Brasil. Se fôssemos aplicar esse volume no mundo físico, considerando uma média de 5 metros de fachada para cada loja, seriam 4 quilômetros lineares de comércio sendo criados por dia no País. No ano, daria para cobrir a distância de Salvador ao Rio de Janeiro com lojas novas. Sabe como isso foi possível? Graças à digitalização da economia.

Antes do avanço das ferramentas digitais, o empreendedor precisava alugar um espaço físico, comprar equipamentos e mobiliários, contratar e treinar equipe, fazer propaganda, entre outros passos. Eram demandados meses de preparação e alguns milhares de reais. Se fosse um e-commerce, além desses passos, contrataria desenvolvedores para escrever os códigos e a programação da loja virtual, com um custo elevadíssimo. O alto investimento necessário construía uma barreira instransponível para a maioria da população empreendedora.

Hoje, isso é passado – e que bom! No momento em que milhares de brasileiros se viram sem emprego durante a pandemia foram as ferramentas digitais acessíveis que possibilitaram o empreendedorismo e a geração de renda quando inexistiam alternativas. Por isso falamos tanto da forte ligação da digitalização da economia com a inclusão social.

Em 2021, tivemos um crescimento de 22% no número de e-commerce, chegando a 1,59 milhão de lojas online no Brasil, segundo a pesquisa “Perfil do E-commerce Brasileiro”, feita pelo PayPal e pela BigDataCorp. O levantamento também apontou que 52% delas têm faturamento de até R$ 250 mil ao ano e 82% foram constituídas usando algum tipo de plataforma, ou seja, com modelos preexistentes de e-commerce, que dispensam conhecimentos de programação. Podemos também falar da relevância adquirida no último ano dos aplicativos de gastos diários e de delivery, como mercado, restaurantes, farmácia, mobilidade, entre outros, que contam com 611.800 empresas únicas, muitas delas lançadas nesse ambiente durante a pandemia.

Os números refletem a nova realidade que a conjunção entre tecnologia e empreendedorismo criou no País. As ferramentas digitais e o acesso à internet possibilitaram que quem tivesse algo de valor a oferecer, produtos ou serviços, encontrasse e atraísse clientes, de forma profissional e sem a necessidade de sair de casa. Trata-se do verdadeiro empoderamento individual.

Os meios de comunicação também foram democratizados. As redes sociais fizeram com que cada um passasse a ter seu próprio “outdoor” e, desde que começamos a medir o e-commerce brasileiro, em 2015, o número de empresas que usam as redes sociais só aumenta. Elas já são adotadas por cerca de 69% das lojas online. O Facebook  é a rede social preferida, usada por 53,96% dos comércios eletrônicos do País, o YouTube por 45,82%, o Twitter por 31,10%, seguido pelo Instagram (27,84%), e o Pinterest (5,43%). Além de divulgar produtos e serviços, as redes sociais servem de canal de atendimento e como meio para construção de relacionamento e conhecimento sobre o público da empresa.

Por fim, podemos falar da importância da digitalização dos serviços financeiros. Temos as plataformas de checkout prontas e à disposição dos empreendedores, com fácil integração, variedade de opções de pagamento e métodos antifraude. Soma-se a isso a multiplicação de ofertas de serviços financeiros digitais, como linhas de crédito mais acessíveis. Essa é uma questão importante e urgente: inclusão digital e foco em estratégias para democratizar a gestão e a movimentação de dinheiro. E já acompanhamos diversas iniciativas disruptivas nesse sentido.

Eu diria que este é um caminho sem volta e quem quiser largar na frente no pós-pandemia vai precisar investir parte de seu tempo na ampliação do e-commerce, claro, mas também no gerenciamento de seus perfis nas redes sociais, que podem turbinar vendas online e criar um relacionamento perene com os clientes.

Isso vai ao encontro do que empresas como o PayPal defendem no mundo inteiro – e mais ainda em países emergentes, como o Brasil. Quanto mais pudermos digitalizar a economia, mais inclusivos seremos. No pós-pandemia, nada será como antes. E teremos muitas oportunidades de continuar usando a tecnologia para promover a plena integração da população na economia global, gerando renda e desenvolvimento para cada vez mais brasileiros e brasileiras.

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